27 de maio de 2024

Os depósitos a prazo são produtos simples, sem risco de perda de capital e estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (até 100 mil euros).
Uma componente essencial dos depósitos a prazo que importa destacar é a taxa de juro associada, que representa a remuneração que o Banco oferece ao cliente pelo montante depositado durante um período estabelecido.
Mas, como funcionam e como são aplicadas estas taxas?
A taxa de juro associada aos depósitos a prazo é a TANB. Representa a taxa de juro simples (sem capitalização) e expressa o rendimento anual bruto (sem dedução de impostos) que pode receber pelo seu investimento.
Portanto, a TANB é anual, já que indica a remuneração do depósito para o período de um ano. Assim, se investir num depósito a prazo que tenha outra duração, terá de fazer a devida proporção. Por exemplo: se investir num depósito a prazo com uma TANB de 4% a 6 meses, então, terá de considerar 2% no cálculo da remuneração.
Outra característica da TANB é ser nominal, ou seja, não varia em função da inflação. Assim, após ser contratualizada, o valor da taxa é fixo.
É ainda uma taxa bruta porque não tem em consideração os impostos que incidem sobre os juros. Recorde-se que os juros a receber estão sujeitos a retenção na fonte (28% para clientes com domicílio fiscal no Continente e Madeira e 19,6% para clientes com domicílio fiscal nos Açores).
Por sua vez, a TANL expressa o valor líquido dos juros após a dedução dos impostos. Isto é, o retorno que efetivamente receberá pelo seu investimento.
Para entendermos melhor a diferença entre TANB e TANL vejamos um exemplo prático:
Tem um pé-de-meia de 10.000 euros e está a pensar constituir um depósito a prazo durante 12 meses. Para calcular quanto vai receber de juros, a primeira coisa a fazer é multiplicar o valor do montante a investir pela TANB aplicada pelo Banco:
Porém, para saber qual o valor dos juros que vai efetivamente receber, a este valor terá de deduzir a taxa de IRS (aqui no exemplo, considera-se a taxa de 28% em vigor no Continente e na Madeira). Ou seja:
Ao fim dos 12 meses, receberia 216 euros líquidos de juros do depósito a prazo, o que, a somar ao capital investido, totalizaria 10.216 euros.
Ao constituir um depósito a prazo, a taxa de juro é um dos fatores mais relevantes a analisar, uma vez que representa o retorno do seu investimento. Todavia, não é o único. Há ainda que considerar:
Alguns depósitos a prazo exigem um montante mínimo de investimento, enquanto outros podem ter um limite máximo.
Por isso, é importante verificar se o seu pé-de-meia se enquadra nos limites estabelecidos pelo produto financeiro.
Verifique as penalizações ou condições associadas à mobilização antecipada do depósito. Se, por uma eventualidade, necessitar de aceder aos fundos, este é um fator a ter em consideração na avaliação do melhor depósito a prazo para as suas necessidades.
Verifique se os juros são pagos periodicamente ou apenas no final do prazo. A capitalização periódica dos juros pode aumentar a rentabilidade do depósito, uma vez que os juros acumulados também começam a gerar novos juros.
Terminado o prazo contratualizado, verifique se o depósito renova automaticamente. Se for o caso, analise se o retorno continua a ser atrativo.
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Tanto é assim, que há depósitos a prazo com uma periodicidade mensal, trimestral, semestral e anual.
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